29 de out. de 2009

CÚ DE MORTO NÃO TEM DONO!


Como sempre tenho a preocupação de defender as classes menos favorecidas, resolvi fazer este pequeno texto falando sobre os necrófilos. Muita gente nem sabe o que isso quer dizer, mas já se enche de nojo e preconceito ao saber do que se trata. A necrofilia é a arte de amar os mortos. Tá bom, não é "amar" como o Dr Albieri ama aquela noiva que morreu em um acidente antes do casamento, é "amar" no sentido de querer enfiar sua rola em cada buraco do presunto. Mas não há vergonha nenhuma nisso.
As pessoas não acreditam que há gente capaz de fazer algo tão repugnante, nem desconfiam que essa prática é mais comum do que elas pensam. Os necrófilos são mais numerosos do que os estupradores, e ao meu ver são até menos pervertidos e nojentos do que eles. O legista que vai te comer no necrotério está respeitando a sua alma, seu prazer é apenas carnal, o estuprador não, ele massacra psicologicamente sua vítima e deixa seqüelas para o resto da vida. Ainda vale, para efeitos científicos, citar um tipo de perversão intermediária: os enfermeiros que gostam de fazer sexo com os pacientes em coma. Acho que estes últimos são mais aceitos pela sociedade, pois o seu ato não envolve carne em decomposição ou traumas irreversíveis para a vítima.
Mas qual é o perfil de um necrófilo? Como identificar um na rua? Normalmente eles são médicos frustrados, pessoas que não comiam ninguém na época da faculdade (até porque perderam a sua juventude estudando para passar no vestibular) e acabaram vendo uma buceta pela primeira vez na vida durante uma aula de anatomia. Tudo começa com um olhar furtivo, depois com um leve toque para sentir a textura e, quando menos percebemos, o pobre nerd já está fazendo "plantões" para satisfazer os seus desejos carnais no anonimato da madrugada. Quando se formam e finalmente conseguem se relacionar com pessoas vivas, esses indivíduos descobrem que as mulheres fazem muito cu doce. Enquanto para comer uma viva eles gastam uns 200 Reais (somando cinema, jantar e motel), para comer um presunto eles gastam apenas 50 centavos (para comprar aquela etiqueta que fica presa no dedão do pé, avisando para os companheiros "esse aqui é meu").
Não fique se achando a salvo deste mal apenas porque você é homem. Muitos necrófilos são viados e preferem praticar o ato com os defuntos homens do gênero masculino. Alguns são até mais radicais e possuem fetiche com criancinhas, o que é conhecido como "necrofilia infantil" (crime hediondo em todos os países do mundo, exceto na Lituânia).
Alguns defendem que as conseqüências para a vítima podem ser grave, mesmo depois de morta. Imaginem a Sandy. A coitada está respeitando os ensinamentos da igreja católica e sua pureza vai lhe garantir uma vaguinha no céu. Mas sem motivo aparente, ela pode receber uma latada na testa durante um show (não fui eu que taquei, lembre-se, é só um exemplo), entrar em coma e após alguns dias receber o diagnóstico de morte cerebral. O Sr. Chitãozinho e Xororó olha para a sua filha e resolve desligar os aparelhos, ela está morta. Enquanto sua alma sobe para o céu, um enfermeiro sem escrúpulos a leva para ser embalsamada. O cara não resiste e dá aquela generosa bimbada, descabaçando a pobrezinha. O que acontece com a pobre santinha que perdeu seu lacre antes de prestar contas a São Pedro? Sua castidade teria sido em vão?
O problema é grave, pouco pode ser feito para que a integridade física dos nossos genitais seja respeitada após a morte. Pouco adianta dar um bom cachê para o coveiro, ser enterrado com cinto de castidade ou pedir para ser cremado, em todas estas hipóteses sua rosca será queimada. A necrofilia é uma arte milenar e sempre encontrará o caminho do pecado. A única alternativa é deixar essa sua rigidez cadavérica de lado, relaxar e gozar.
E não esqueça, um dia será a sua vez.

Um comentário:

Andressa Medeiros disse...

Leee! muito bom o textoo! suhauhsuh vou sempre passar aqui |Sr. Blogueiro! Beijooos